Três caminhos para a sua empresa responder de maneira proativa à crise do novo coronavírus

Desde o início do surto do novo coronavírus, empresas de diferentes segmentos viram seus rendimentos caírem significativamente, em praticamente todo o mundo.

Em uma corrida contra o tempo, inúmeras medidas reativas foram adotadas por empreendedores e executivos, na tentativa de fazer seus negócios sobreviverem.

Entre elas, estão a adesão ao home office, o acordo com colaboradores para reduzir a jornada de trabalho, a busca pela redução de custos, a tentativa de garantir a cadeia de suprimentos e o apelo pelo apoio do governo.

Para conseguir se manter no jogo, e quem sabe até tirar algum proveito de toda essa situação, as empresas também precisam começar a pensar em medidas proativas, com o objetivo de identificar novas oportunidades.

A revista MIT Sloan Management Review identificou três caminhos diferentes que as empresas podem optar por seguir neste momento.

Tratam-se de três estratégias de resposta, que ajudam a adequar a infraestrutura organizacional às tendências do mercado.

É importante ressaltar que, para aproveitar as oportunidades que podem surgir, as organizações precisam ter agilidade suficiente para ajustar sua infraestrutura e seu portfólio de produtos/serviços à nova realidade do mercado.

Os três caminhos

Caminho 1: Mesmos produtos, canal diferente

Essa resposta consiste em oferecer os mesmos produtos (ou similares) por meio de canais digitais. Dependendo do caso, essa solução pode ser acompanhada de uma estratégia de delivery.

Muitas empresas seguiram esse caminho quando o novo coronavírus começou a se espalhar na China.

Quando a Lin Qingxuan (empresa chinesa de cosméticos) e a Nike, por exemplo, foram obrigadas a fechar a maior parte das suas lojas físicas, seus vendedores (que ficariam ociosos) se tornaram uma espécie de consultores on-line dos produtos, chegando a aumentar as vendas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, fabricantes de vinho e uísque também aderiram às compras on-line, e passaram a oferecer cursos de degustação e eventos especiais, todos realizados de forma remota.

Outro bom exemplo nesse sentido vem das instituições de ensino, que estão modernizando sua infraestrutura para transmitir aulas on-line. Com isso, conseguem expandir proativamente a escala e o escopo da sua operação.

 

Caminho 2: Mesma infraestrutura, produtos diferentes

A pandemia diminuiu a procura por muitos produtos, o que acarretou a subutilização da infraestrutura organizacional em muitas empresas e indústrias.

Por outro lado, ela também aumentou substancialmente a demanda por outros produtos. Algumas organizações viram nisso uma oportunidade e adaptaram a infraestrutura existente para produzir novos produtos ou oferecer serviços diferentes.

É o caso, por exemplo, de gigantes da área de perfumaria ou bebidas que passaram a produzir álcool em gel. Ou de fabricantes de automóveis que modificaram algumas linhas de produção para fabricar dispositivos médicos, como ventiladores. Além disso, alguns hotéis, que ficaram vazios, passaram a oferecer seus quartos para profissionais de saúde, prevenindo a contaminação de seus familiares.

 

Caminho 3: Mesmos produtos, infraestrutura diferente

Empresas que tiveram um aumento muito grande de demanda devido aos impactos do novo coronavírus estão buscando formas de aumentar sua capacidade de produção e entrega. Porém, aumentar a infraestrutura não é tarefa fácil.

Algumas organizações estão encontrando saídas criativas e até colaborativas. O Walmart, por exemplo, precisa contratar novos funcionários nos Estados Unidos, e está entrando em contato com profissionais das áreas de gastronomia e hotelaria, que sofreram um alto índice de demissão.

Na Suécia e no Reino Unido, funcionários de companhias aéreas foram treinados para auxiliar no combate contra o novo coronavírus, atuando em hospitais ou no sistema de saúde local.

Na China, a rede de supermercados Hema, do grupo Alibaba, inovou no “compartilhamento” de funcionários, “pegando emprestado” temporariamente mais de 3.000 profissionais que seriam demitidos de restaurantes, hotéis e cinemas.

Situação similar na Alemanha, onde a equipe do McDonald’s recebeu permissão para trabalhar nas lojas Aldi por tempo limitado, podendo voltar ao McDonald’s assim que os restaurantes reabrirem.

 

Qual é o seu caminho?

Sua empresa consegue oferecer uma versão dos produtos e serviços por meio de um canal on-line?

Se a demanda pelo seu produto está reduzida, você consegue adaptar sua infraestrutura para produzir produtos que estão sendo altamente demandados?

Seu produto ou serviço está tendo muita procura? Então, como você pode aumentar sua capacidade de produção e distribuição? Recorrer a parcerias pode ser especialmente útil nessas situações.

Encontre o caminho mais pertinente ao seu negócio. Procure por exemplos de boas práticas adotadas por empresas semelhantes à sua que também sofreram com o novo coronavírus, mas conseguiram testar novas possibilidades e prosperar.

Responda a essa crise com coragem, criatividade e abrace as novas oportunidades que podem surgir!

 

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