Como será o trabalho pós-pandemia?

Há pouquíssimo tempo, o home office não fazia parte da realidade de muitas empresas brasileiras. Era considerado um luxo ou “coisa de freelancer”.

Porém, desde que a Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia do novo coronavírus, as coisas mudaram e o trabalho remoto virou uma das principais alternativas que as empresas encontraram para manter a saúde dos seus colaboradores e a sobrevivência dos seus negócios.

Isso antecipou o futuro do trabalho. Mudanças que aconteceriam em anos estão acontecendo nas últimas semanas. E muitas dessas transformações não são passageiras, vieram para ficar.

Um levantamento realizado pelo ISE Business School (divulgado pelo Estadão), mostra que, passado o choque inicial da migração para o trabalho remoto, 80% dos gestores brasileiros gostaram da nova maneira de trabalhar. Eles apontam que a eficiência e a produtividade no trabalho aumentaram em 60%.

 

Nova realidade, novas competências

Claro que uma nova realidade exige o desenvolvimento de novas competências.

A principal competência que precisou ser desenvolvida neste período foi a resiliência, citada por 82% dos entrevistados pelo ISE. Logo após está a flexibilidade, mencionada por 81%.

Outras competências que se destacaram foram autodisciplina e confiança mútua, que implica na construção de relacionamentos interpessoais baseados na confiança, o que pode transformar (e fortalecer) a relação entre líderes e liderados.

“Se ainda era essencial para algumas pessoas essa questão do comando e controle, em que a presença física era sinônimo de produtividade, isso mudou”, destaca Cesar Bullara, diretor e professor do departamento de gestão de pessoas do ISE.

Os gestores estão aprendendo a focar mais nas tarefas e nas entregas, e não no tempo que as pessoas passam trabalhando – e estão vendo que isso funciona.

 

Home Office deve crescer cada vez mais

É o que indica outra pesquisa, feita pelo professor André Miceli, da Fundação Getúlio Vargas (divulgada pela Suno Notícias). Ele acredita que o momento que estamos vivendo impactará drasticamente as culturas organizacionais, causando mudanças permanentes.

“O home office já se mostrou efetivo. Aliado a isso, você tira carros da rua, desafoga o transporte público, mobiliza a economia de outra forma. E você faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde delas e que elas possam usufruir de coisas que lhe dão prazer sem que você tenha uma redução das entregas e do faturamento”, defendeu o professor em sua pesquisa.

 

Está em dúvida se vai manter o home office na sua empresa?

Levantamos 3 grandes contribuições que o trabalho remoto está agregando às organizações. Com essa modalidade de trabalho, as empresas estão:

 

Repensando o alinhamento organizacional

Seja dentro de uma área ou mesmo considerando uma empresa inteira, muitas vezes as pessoas consideram que estão alinhadas umas com as outras porque estão ali, juntas. Quando o trabalho é feito remotamente fica mais fácil de perceber que o alinhamento não é tão claro só por ser intencional. É preciso de ferramentas e processos claros para isso. E as empresas tendem a investir mais nisso de agora em diante.

 

Aumentando a diversidade

Não existem limites físicos para o trabalho remoto. Pessoas de outras cidades, estados ou até países podem fazer parte do quadro de funcionários e agregar muito à organização, além de expandir o alcance geográfico dos negócios.

 

Reduzindo custos

O CEO do Deutsche Bank, Christian Sewing, disse ao MarketWatch que a adaptação ao trabalho remoto e às videoconferências aumentaram a possibilidade de gastar menos com espaços em escritórios e viagens.

Se 60% dos seus funcionários conseguem trabalhar fora dos escritórios, e ainda assim continuar prestando um ótimo serviço para os clientes, o banco não deveria oferecer a eles a flexibilidade de trabalhar de casa, se assim o desejarem?

“E se for esse o caso, precisamos de tantos escritórios em centros urbanos caros?”, indagou Sewing.

 

A reinvenção das empresas por conta do coronavírus

“Uma crise força as empresas a testar seus valores mais importantes”. Disse David Vélez, fundador e CEO do Nubank, à Exame.

“Funcionários e clientes vão se lembrar de como a empresa se comportou durante os tempos difíceis, e nenhum investimento em marketing poderá mudar essa percepção depois”, completou.

Para a maioria dos profissionais, este é um tempo sem precedentes. Em plena era exponencial, na qual as mudanças já estavam acontecendo a uma velocidade praticamente inimaginável, o mundo recebe uma “bomba” dessas e tudo muda de novo, impactando profundamente a vida da maioria das pessoas de todo o planeta.

Se reinvenção já era uma regra, agora é obrigação para quem quer atravessar a crise. Tudo está sendo reinventado: os momentos de diversão, a convivência em família, a educação das crianças, o próprio dia a dia… e o trabalho, é claro!

 

Modernização

O surto do novo coronavírus está obrigando as empresas a se modernizarem às pressas.

A relação com os colaboradores está se transformando. Muitas organizações aderiram ao home office e já sentem o impacto positivo que isso teve no bem-estar dos funcionários.

A relação dos líderes com seus liderados está inspirando mais confiança – é como se os dois lados acreditassem que ambos estão fazendo o melhor que podem.

Além disso, há mais empatia nas relações de trabalho. Com a quarentena, as pessoas não veem mais como falta de profissionalismo o fato de aparecer alguma criança ou animal de estimação durante uma reunião de trabalho.

Aliás, esse é um ponto muito importante. Empatia e humanidade estão mais presentes em todos os elos de um negócio.

 

Quem sai na frente?

Estão saindo na frente as empresas que estão se dando conta de que não vão conseguir superar essa crise sozinhas.

As relações de negócios estão sendo reinventadas. As organizações estão construindo parcerias umas com as outras, com seus fornecedores, com seus clientes. Estão tentando fazer sua parte para conseguir atravessar a crise – e ajudar os outros a fazer o mesmo.

Estamos presenciando muitas iniciativas de colaboração, de empresas de todos os portes, inclusive anônimos, cada um buscando fazer a sua parte.

Toda crise tem o poder de trazer o melhor e o pior das pessoas e das organizações. Hoje, não queremos falar do pior. Queremos olhar para o melhor e sentir esperança. E não, não estamos jogando açúcar em um momento tão difícil. Estamos apenas admirando o que há de bom na humanidade e intuindo uma revolução no mundo dos negócios.

As pessoas não serão as mesmas quando a crise passar. A sociedade não será a mesma quando a crise passar. Os negócios não serão os mesmos quando a crise passar.

Uma nova forma de trabalhar está aflorando, uma forma muito mais humana e consciente. E todos os stakeholders de todas as organizações que optarem ir por esse caminho serão beneficiados.

 

E você?

Um ponto interessante dessa crise é que ela afetou todas as classes sociais e todas as empresas, independentemente de porte e segmento.

Então, todo mundo pode contribuir de alguma forma para este momento.

Comece pela sua empresa. Como seus funcionários estão? Você aderiu ao home office? Você confia em quem trabalha para você? Você está preocupado com o bem-estar deles?

E como estão as suas vendas? Talvez seja a hora de repensar sua estratégia e testar novas possibilidades. Testar nunca foi tão importante. Você precisa encontrar novas formas de se manter no jogo.

Esta é a hora de fazer valer o seu propósito e o propósito da sua empresa. Esta é a hora de mostrar para os seus colaboradores que eles são a peça-chave da sua organização. Esta é a hora de mostrar para todos os seus stakeholders que seus valores não são só um cartaz pendurado na parede, e sim direcionadores das suas atitudes!

Quando tudo isso passar, empresas como a sua vão ajudar a concretizar o novo mundo dos negócios.

Devemos esquecer o jeito como as coisas sempre foram feitas. Tudo está mudando. Pense no que é melhor para sua empresa e para seus colaboradores.

Se precisar de ajuda para estruturar o seu home office, conte com a Forbiz!

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